Neste
documento, a ONG Rodas da Paz faz a avaliação da política cicloviária do
Governo Agnelo Queiroz (2011-2014), do Distrito Federal. Objetivo é colaborar
com a boa gestão pública fornecendo a compilação de dados e sugestões reunidas
pela entidade nos últimos anos.

Quadro de acidentes, no Balanço da Política Cicloviária/DF
Autor: Rodas da Paz
Assunto: Relatórios
Abrangência: Distrito Federal
Ano: 2014
Balanço
Governo Agnelo 2011-14
Política Cicloviária
Política Cicloviária
Quando
o governador Agnelo Queiroz assumiu o Governo do DF em 2011, havia pouco mais
de 40km de ciclovias. Atualmente, ao final de 2014, cerca de 400km foram
adicionados a malha cicloviária do DF. No Plano Diretor de Transporte Urbano de
2011, é informado que 2,3% das viagens diárias são feitas por bicicleta, sendo
a economia de recursos financeiros o principal motivo da escolha da bicicleta
como meio de transporte. Dessas viagens de bicicleta, 96,2% ocorrem para fins
de mobilidade (trabalho e estudo).
Dados do DETRAN-DF apontam que a chance de
fatalidade de um acidente envolvendo ciclistas em rodovias é maior do que em
acidentes em vias urbanas. No entanto, dos cerca de 440km de ciclovias
construídas, grande parte se concentra no Plano Piloto, em vias de baixa
velocidade e com baixos índices de acidentes. Por decisão do governo, não se
priorizou implantação de estrutura cicloviária nas rodovias de alta velocidade,
com elevados índices de fatalidade e com maior tráfego de ciclistas, que fazem
conexão entre as cidades satélites e destas com o Plano Piloto, região que
concentra 47,7% dos empregos do DF e onde mora apenas 8% da população.
Verifica-se que esta região central, onde ocorreram 4% das mortes no DF entre
2003 e 2013, foi contemplada com mais de 40% das ciclovias construídas ou
projetadas (ver gráfico abaixo).
O
DF possui mais de 11 mil km de malha viária, de modo que a quilometragem de
ciclovias representa cerca de 3,6% deste total. Isso significa que o ciclista,
para ter direito de se deslocar pela cidade, precisará, em grande parte do
tempo, continuar utilizando as ruas, o que requer políticas educativas
intensas, além de medidas de moderação de tráfico, redução de limites de
velocidade e fiscalização.
Entre
2011 e 2013 o DETRAN empenhou apenas 11,8% do orçamento autorizado para ser
gasto com campanhas educativas, e as poucas peças que tratavam da presença na
bicicleta no trânsito não foram incisivas o suficiente em seu conteúdo de que
as ruas podem e devem ser compartilhadas com os ciclistas e que é de
responsabilidade do maior veículo a segurança do menor, como garante o Código
de Trânsito. Além disso, as propagandas do DETRAN davam a entender que os
ciclistas deveriam utilizar apenas as ciclovias.
Em
2010, foram 35 mortes envolvendo ciclistas no DF, e em 2013 foram registrados
27 óbitos. Desde 2005, as mortes de ciclistas vem seguindo tendência de queda,
embora lentamente. Para que as fatalidades no trânsito envolvendo ciclistas
fossem reduzidas em 50%, levou-se 6 anos (2006-2012). Para efeito de
comparação, as mortes envolvendo pedestres foram reduzidas em 50% na metade no
tempo, 3 anos (1995-1998), fruto de campanhas educativas de massa feitas à
época em relação a uso da faixa de pedestre. O investimento adequado de
estrutura cicloviária nas vias de maior velocidade e com mais registros de
fatalidade, aliado ao emprego de recursos na promoção de campanhas educativas
permitiria a redução planejada de mortes no trânsito como resultado efetivo de
uma política pública.
Documento da ONG Rodas
da Paz, com avaliação da política cicloviária do Governo Agnelo Queiroz
(2011-2014) no DF. Objetivo é colaborar com a gestão pública trazendo uma
compilação de dados e sugestões reunidas pela entidade nos últimos anos.

Nenhum comentário:
Postar um comentário