Uma
composição teve um princípio de incêndio e outra perdeu a força. Duas estações
de Taguatinga ficaram alagadas. Pela manhã, o metrô funcionou com luzes de
emergência.

Em
uma reunião, nesta manhã de sexta-feira (23/1), a diretoria da Companhia do
Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF) vai discutir as causas dos
incidentes que deixaram os trens sem circular por cerca de três horas. Próximo
à estação Águas Claras, um curto-circuito causou princípio de incêndio em um
dos vagões e a energia teve de ser cortada para evitar acidentes.
Consequentemente, outras composições acabaram afetadas. Pouco depois, um trem
perdeu a força e acabou prejudicando o funcionamento das 19h40 até às 22h20,
quando o sistema foi normalizado.
Segundo
o Metrô-DF, nesta manhã, os 23 trens estão circulando normalmente. A companhia
explicou que, após o princípio de incêndio ontem, por volta das 18h30, um
dispositivo foi acionado automaticamente para controlar as chamas. O Metrô-DF
reitera que não houve colisão entre trens. Os passageiros foram retirados e
ninguém se feriu. O Corpo de Bombeiros foi acionado.
Sobre
o segundo problema ocorrido na noite de ontem, a companhia ainda avalia o que
teria causado a perda de força do trem. Por volta das 19h40, a composição parou
próximo à estação de Águas Claras. Sem ordem do piloto ou de funcionários do
metrô, os passageiros quebraram os vidros das janelas e ficaram sobre os
trilhos. Outro trem, que vinha atrás, também precisou ser parado. Por medida de
segurança, todo o sistema teve que ser desligado para que as pessoas fossem
levadas para a estação e os trens rebocados. O sistema só foi ativado às 22h20.
A
secretária Gilvanir Batista, 40 anos, era uma das usuárias. Segundo ela, a
única informação repassada foi a de que faltava energia e que os passageiros
não poderiam seguir viagem. “As pessoas passaram mal dentro do vagão e
começaram a quebrar os vidros para sair pela janela. Estava lotado. Um
desespero total”, relatou. O Corpo de Bombeiros encaminhou uma idosa — que
estava nervosa, mas sem machucados aparentes — para o Hospital Regional de
Taguatinga (HRT) e auxiliou quatro pessoas a se deslocarem. Uma delas,
cadeirante. Um dos homens da corporação disse que o resgate aos passageiros foi
dificultado por conta da falta de escadas próximo ao local.
A
chuva forte que caiu ontem prejudicou o funcionamento dos trens durante todo o
dia. Além das falhas que pararam as composições, as estações Concessionárias e
Praça do Relógio também foram desativadas, pois ficaram alagadas. No início da
manhã, pancadas de chuva foram registradas em Samambaia, Ceilândia, Taguatinga,
Gama, Cruzeiro e Asa Sul. Nas três primeiras regiões há relatos de ventos
fortes e queda de energia. Em Ceilândia um homem que aguardavam o trem na
estação do Centro Metropolitano até o terminal de Ceilândia informou que o
metrô funcionava com luzes de emergência, informação confirmada pela Companhia
do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF).
Fonte:correiobraziliense
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